Mês de noites de grandes alegrias, o mês de Junho é tradicionalmente conhecido pelo mês dos Santos Populares, que é como quem diz o mês de Santo António, de São João e de São Pedro.Com muita alegria há bailaricos e sardinhadas por toda a parte, e no calor da festa damos por nós a invocar os santos e a pedir sorte para os momentos de folia, vividos com paixão e onde se permitem todos os excessos…
E Eles assim parecem corresponder, pois de ano para ano a tradição (talvez uma das poucas que ainda vai conseguindo resistir a estes tempos pouco propícios a grandes folias…) vai mantendo esse elo que liga gerações em redor do mesmo sentimento de diversão.
Este ano com uma novidade: a famosa troika, uma palavra a que os portugueses se vão habituando, e que eu confesso que ainda não percebi o seu significado. Na verdade, não consigo entender a palavra e não descubro dicionário que a contenha. A língua de Camões está cada vez mais complicada, e estou em crer que ele mesmo teria de se inscrever nestes cursos das Novas Oportunidades para poder acompanhar os tempos modernos.
Mas para além dos Santos Populares, o mês de Junho é ainda conhecido por ser o mês em que se comemora o Dia de Portugal, Dia de Camões e das Comunidades Portuguesas. Um dia cheio de significado, carregado de tradição e que representa o nosso orgulho de pertencermos a uma nação soberana (pelo menos por enquanto…), com séculos de história onde outrora fomos nós a impor a nossa língua, a nossa cultura e a nossa sabedoria.
Tenhamos fé e esperança, porque não há esperança sem fé, que melhores dias se avizinham para o nosso País, e consequentemente, para todos nós, que estamos debaixo de uma espécie de cadafalso à espera de chegar a nossa vez.
Oxalá que à semelhança de tantas outras ocasiões, em que soubemos dar a volta por cima, a história se encarregue de perpetuar um final feliz para todos estes momentos que vivemos actualmente. E já agora, senão for pedir muito, que Santo António nos abençoe com muitos e muitos milagres, que deles bem precisamos…
Bons Santos Populares a todos.
O Presidente da Direcção,
José António Correia Fortes Morais